Epistaxe (sangramento nasal)

Epistaxe é o termo médico utilizado para definir o sangramento de origem nasal. Exclui-se deste termo os sangramentos provenientes de outras regiões e que se exteriorizam pelo nariz.
O sangramento nasal costuma ser de pequeno volume e auto limitado, mas pode ser intenso, representando um risco à vida do paciente.
Estima-se que aproximadamente 60% da população geral já apresentou um episódio de epistaxe.

 

Causas

 

 


Nas crianças, geralmente o sangramento é proveniente da região anterior da cavidade nasal e está associado a causas locais, onde os vasos sanguíneos são de menor calibre.Geralmente este tipo de sangramento está associado a um quadro alérgico descompensado ou a uma infecção de via aérea superior(resfriado).
No adulto, a maior parte dos casos é associada a alterações sistêmicas e provém da região posterior do nariz, onde os vasos são mais calibrosos. Este tipo de sangramento é mais intenso e de difícil controle.  

 

Cuidados inicias​

 

Algumas medidas podem ser tomadas ao início do sangramento e durante a busca por atendimento especializado: comprimir o nariz entre os dedos (Fig 2.) e colocar uma bolsa térmica gelada (ou gelo envolto em um saco plástico) sobre o dorso nasal. Se o sangramento for de grande volume ou não cessar com estas medidas deve-se procurar imediatamente atendimento pelo especialista.



Fig 2.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tratamento

 

 

 

O controle do sangramento nasal pode ser obtido com a utilização de algodões embebidos em drogas(vasoconstritoras), ou necessitar de procedimentos.

A cauterização é utilizada para sangramentos menores, geralmente aqueles da região mais anterior do nariz. Ela pode ser feita com drogas, como o ácido tricloroacético e por aparelhos elétricos.

Nos casos em que as medidas acima não foram suficientes para o controle ou o sangramento é muito importante, pode ser necessária a colocação de tampão nasal. O tampão pode permanecer locado por 48 horas para estabilizar o quadro, ou ser usado como controle até  procedimento cirúrgico.

Nos casos severos, a cirurgia de ligadura da artéria esfenopalatina (Fig 3.), principal vaso do nariz, constitui-se do principal método de controle.

Como existem inúmeros vasos que nutrem o nariz, a ligadura, ou seja, o fechamento do vaso, não irá trazer transtornos ao nariz. O procedimento é feito com auxílio de um endoscópio, que permite a visualização e controle do sangramento.



Fig 3.

















Médico otorrino Dr Bruno Barros otorrinolaringologia São Paulo otorrinolaringologista
Médico otorrino Dr Bruno Barros otorrinolaringologia São Paulo otorrinolaringologista
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